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MEU CADERNO


SÃO PEDRO PADROEIRO DOS PESCADORES E O ANJO GABRIEL

O Compositor Dorival Caymmi escreveu e cantou como ninguém a vida do pescador - “O pescador tem dois amor; Um bem na terra, um bem no mar; O bem de terra é aquela que fica na beira da praia quando a gente sai; O bem de terra é aquela que chora mas faz que não chora quando a gente sai; O bem do mar é o mar, é o mar que carrega com a gente; Pra gente pescar”.

Em outra canção Caymmi vestiu a roupa do pescador e cantou para seu bem que sua jangada sairia pro mar pra trabalhar e que se Deus quisesse voltaria com um peixe bom e que seus companheiros também voltariam e que a Deus do céu iriam agradecer. Em outra, cantou que é doce morrer no mar, nas ondas verdes do mar.

Enquanto ouvia o saudoso mestre pai dessa família Caymmi abençoada, refletia e rezava pelos pescadores ocupantes da embarcação Anjo Gabriel que os levava em número de sete, dos quais três já encontrados sem vida e outros quatro ainda são procurados, nos dando a esperança, que estejam com vida e amparados.

Inevitável não pensar ou pedir ao padroeiro dos pescadores e o fazendo, lembrei que além de Pedro, outros apóstolos também eram pescadores, o caso de André, irmão de Pedro, de João, irmão de Tiago Maior, autor do Evangelho e discípulo de João Batista e de Tiago Maior, como inevitável não recordar da passagem bíblica "Pesca milagrosa", na qual Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas para pregar à multidão e, Pedro, que estava a lavar redes com Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem.

O Resultado todos conhecem. No final da pregação, Jesus disse a Simão (Pedro) que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro, embora reticente, porque tentara em vão pescar durante toda a noite sem nada conseguir, em atenção ao pedido, foi. E a pescaria foi tamanha que as redes arrebentavam, tendo sido necessária a ajuda da barca de seus sócios, que quase afundava puxando os peixes.

Espantado Pedro teria se prostrado perante Jesus e dito que se afastasse dele porque era um pecador e Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornaria "pescador de homens".

Jesus o maior pescador de homens teve anunciada sua vinda pelo Arcanjo Gabriel, o Emissário do Senhor, que dá o nome à embarcação que levava os bravos pescadores que enfrentaram o mar revolto e naufragaram, mas certamente não estavam desprotegidos e a esperança permanece pelos que não foram ainda encontrados de estarem bem.

Deus os abençoe e os proteja.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 18h07
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Rotular e Retroceder

Os regimes totalitários podem ser de direita ou de esquerda. A história conta os erros onde não há liberdade de expressão. Rotular pessoas ou idéias, sobretudo daquilo que não se conhece, além de enorme engano, traduz desrespeito ao outro e por fim a si mesmo porque é o reconhecimento de sua incapacidade intelectual de ouvir ou entender que te leva a rotular porque a partir daí fica tudo na conta de tua falta de compromisso com a seriedade do debate.

Consigo compreender, embora não concorde com quem defenda um Estado gestor mínimo num sistema onde os meios de produção e as decisões sobre oferta e procura estejam nas mãos de um pequeno grupo para quem são destinados os lucros à custa do trabalho mal assalariado.

Acredito, inclusive que do debate possa surgir a transformação da realidade egoísta do mundo atual para algo melhor e mais justo, onde ninguém seja privado de comer, beber ou vestir, ir ou vir, usar, gozar, frequentar ou qualquer coisa que não imponha limites por razão que seja de cor da pele, orientação sexual, nacionalidade, preferência religiosa etc.

Pena que você já rotulou. Classificou o outro de petralha ou de coxinha e assim impôs o fim do debate. Não há discussão, somente o vociferar de posições à margem da verdade porque a verdade pouco importa.

Todos para a mesma vala. Uns para a vala dos coxinhas e os outros para a vala dos petralhas esquedopatas. A ordem é odiar, daí tudo fica tudo mais fácil para que nada mude e os mesmos continuem dando as cartas. Ricos cada vez mais ricos e não importa como ficaram ricos e pobres cada vez mais pobres também pouco importando qualquer condição que os levou à privação até mesmo do mínimo.

Mas no domingo estamos todos na igreja, até porque quem não frequenta minha igreja não é meu irmão.

Ah Voltaire, seu tratado sobre tolerância não foi compreendido. Quantos iguais protestantes não serão tolerados por católicos ainda? E o contrário? E nossos irmãos de religiões de matrizes africanas? E nossos irmãos espíritas? E todos os outros? E todas as outras formas de desigualdade que cultuamos e somos incapazes como sociedade de expungir?

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Escrito por andlouro@uol.com.br às 14h17
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Aforismando...

Se expressa e só encontra convergência em velhos algozes. Não mudaram eles de lado,  foste tu que pulou  a cerca.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 12h23
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PLUGADOS

Todos os dias observo críticas positivas e negativas à existência das redes sociais.

Penso a respeito e observo que as mesmas pessoas que fazem duras críticas ao facebook, o fazem utilizando o próprio espaço virtual do facebook.

Quando menino observava os adultos negando peremptoriamente o fato de assistirem novelas, o que ainda hoje fazem adultos e adolescentes, porque desde sempre se estabeleceu um conceito de que novela é cultura barata e voltada ao público povão, logo, chique mesmo é dizer que não assiste por qualquer motivo, de preferência, que se ocupa com as séries americanas de canal fechado.

Os críticos de antes são os mesmos de hoje. Tudo gira em torno de negar ou de um não querer estar no mesmo lugar que todos ou que a maioria. Gira em torno de querer demonstrar algo especial. No horário da novela, estou na academia, ou leio um livro, ou só entro no facebook para ver as atualizações uma vez por dia e responder recados etc tal.

A internet surgiu e é inevitável a globalização e a derrubada das fronteiras. Com as redes sociais o mundo está plugado em tempo real. Nada mais se esconde. A tendência de se acabar com as impunidades se mostra regra matemática e próxiam de solução. A exposição de tudo e de todos e a todo momento traduz realidade, por vezes dura, mas um fato.

Traições são descobertas e expostas antes mesmo dos envolvidos se preocuparem com encobertar. As sombras onde se escondiam ou ainda se escondem infratores, passo a passo são iluminadas. A escola se tornou um ambiente vigiado onde os pais observam seus filhos ininterruptamente com a justa e presente preocupação com a segurança de suas crias, mas apesar do festejar, existe um zona de desconforto com o fato de todos serem ou estarem expostos à tal luz “full time”.

Com toda essa exposição, muitas vezes não se tem mais espaço ou se abre mão do espaço para o contato pessoal e todos passam o tempo todo plugados, ainda que neguem, plugados e vigiando e sendo vigiados.

Esse novo ser humano plugado demonstra uma neessidade de expor opinião e mostrar conhecimento sobre todos os fatos e com isso rivalizar e debate e formar fóruns de discussão, o que obviamente, além de chato, deturpa, desvia foco e atrapalha muitas conversas, muitas amizades e quase todos relacionamentos. Via de regra os fatos são os fatos e as pessoas formam suas próprias opiniões ou deveriam formar por si mesmas. Vejam:

·         Morre adolescente na estrada vítima de bandidos

·         Adolescente é estuprada por mais de 30 homens

·         etc

A convergência em torno da necessidade de impedir novos crimes de tais naturezas deveria unir as pessoas e não rivalizar e cada qual formar uma tese e lutar pela vitória da opinião, não mais da luta contra um fato presumivelmente condenável ao olhar do homem médio. Abandona-se o fato em desfavor do comportamento deliquente ou a onda de criminalidade em favor da vitória da tese formada, da opinião dada.

O cerne da preocupação é desviado em algum momento e o plugadão passa a sentir-se obrigado a formar conceitos, firmar análises a fim de ser protagonista nesse espaço comum, na praça virtual.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 16h21
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Despedida

 

Chuva cai sem parar

Rocio a lavar corações

Desatados florescem paixões

Que o bom da vida é amar

 

Viver de amar imbecil

Amor que passa nem vemos

Sentimento viril e ameno

Atordoa, amordaça, vadio.

 

Amor só de uma noite

Dias, semana, não mais

O sonho termina fugaz

 

Regozijo, pranto, aceite

Tudo outra vez findado

Triste amor fulminado

 

Puro deleite escrever

Garras unidas a esculpir

Tempo passa sem ver

Forte acabado a ruir

 

Embusteiros versos que dou

Enquanto provo do fel

Lábios e língua, tudo secou

Saudade... de todo mel

 

Tua flor, a mais saborosa

Provar da centelha divina

Agora nem és minha mina

 

Quando passa não vê

Desvio caminho e olhar

Enfim, pra sempre te amar

 



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h06
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Bela, Recatada, Do lar

Desde cedo, a mais bela
Recatada, Miss Paulínia
Num golpe casou-se Marcela
Do lar, a primeira dama Lavínia


Escrito por andlouro@uol.com.br às 16h55
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Belafornication

Essência bruta, Estrela nua

Formalismo concreto desnuda

Padrões e coisas rejeita

Faz vontade, não pensa

Conduz, me pula e deita

Que julguem, é densa

Somos e temos

Abstrato e concreto

Curtimos, nem vemos

Aqui papo reto

Revela não menos

Ama e cede à paixão

Sua sede é louca

Grita, goza e pede a mão

Retorce e urra voz rouca

Sensível, amável, viva, tesão

Vive o prazer e quer dar

Prazer por prazer

Amar por amar

Sem enrolar, sem clichês

De hipocrisia pau-mole

Que bate em Chico e beija Jabor

Ela é Rita que Lee, que vi e vivi.

Ovelha Negra você.

 



Escrito por andlouro@uol.com.br às 16h06
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Dolores

Doc, romântico incorrigível, do tipo que manda flores abre a porta do carro e tudo mais, gostava de dizer que era o cara de uma noite, uma semana, quem sabe. Depois disso não há amor. O amor não resiste à rotina. O arsenal cafajeste só não tinha antídoto contra o veneno de Dolores. Surgia e seu mundo ruía. Todos conceitos derrubados, qual faz a onda aos castelinhos de areia à beira mar. Ah Dolores, mulher cruel que o amava quando rejeitada. Então, se dedicava, seduzia até conseguir novamente atenção. Festejavam, gozavam aos montes e faziam planos para o futuro. E, desaparecia sem deixar bilhete. Doc retornava aos cigarros, uísques e as mulheres que realmente lhe amava e era amado, ainda que por uma noite.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h39
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HIPÓCRITAS

Bradam à verdade, à ética, à moral,

Opressores reclamam razão,

Vitória do bem contra o mal,

Rogam à Deus homens de reação.

 

Virtuoso não há se furtar,

Família a quem aclamar,

Árdua batalha contra o mal,

Despirá jamais de seu avental.

 

No compasso vai trabalhar,

Não lhe basta força à mão,

Aliar técnica em perfeição.

 

Régua e esquadro à mão,

Ângulo reto orienta as ações,

Instrumentos de vencer as paixões.

 

 

 

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2005.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h50
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VELHAS ESTÓRIAS

Pequeno gafanhoto meditava ao norte das cordilheiras quando se deparou com um filhote de tigre faminto ao lado da mãe morta. Levou-o para a tribo, tendo sido aconselhado pelo Velho Mestre para cuidar e devolver ao habitat. Pequeno gafanhoto lhe deu nome de Golp cujo nome não tem tradução para o português. Golp é Golp. O filhote de tigre tomava tamanho e como não poderia ter um tigre na tribo, meditou, meditou e meditou 3 dias e concluiu que não existem tigres rosas. Então o pintou. E, muitos até se convenceram que sendo aquele belo animal cor de rosa, seria impossível que fosse um tigre. Ainda que garras de tigre tivesse, ainda que dentes de tigre tivesse, tamanho de tigre, ronco de tigre, fome de tigre, mas sendo rosa não era tigre. Outros não convencidos, tentavam, ainda que sem êxito, considerar que era um absurdo, primeiro que o jovem dicípulo havia se tornado grande mentiroso e enganado a todos, mas pricipalmente que os demais não enxergassem que mesmo pintado de rosa era um tigre e se tratava do pequeno Golp, agora crescido. Com a divisão da tribo, Pequeno gafanhoto foi chamado pelo Velho Mestre a se explicar e antes que desse continuidade em sua estória mirabolante, o ancião disse que meditasse por outros 3 dias sobre os acontecimentos em sua companhia. Ao fim do período de meditação e tendo confessado seu crime, seus desvios e tendo se mostrado arrependido, o Velho Mestre apenas disse que devolvesse o animal ao habitat natural com a devida adaptação. Ao retornar, ainda carregava a dúvida em relação aos que não acreditaram em sua história. OVelho Mestre calmamente e com leve meneio de cabeça esclareceu que mesmo rosa, ou pintado de qualquer outra cor ou cores, o tigre jamais havia deixado de ser tigre e que refletisse em relação aos outros, aos que se deixaram enganar pela comodidade de não ter que pensar com clareza na única explicação razoável. Por fim, insistiu seu Velho Mestre, esqueça de Golp. É um tigre e, doravante selvagem. Por isso, jamais o procure novamente. Tenha cuidado com Golp!



Escrito por andlouro@uol.com.br às 19h12
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OBRIGADO TRAÍRA

ELA

QUE DE LASTIMAR

QUE NÃO TEM BEM QUERER

QUE NÃO TEM REDIMIR

QUE SÓ TEM ESTUPOR

QUE NÃO TEM UM GLAMOUR

QUE SÓ PRA RIMAR

CONJUGO DE A ATÉ U

INGRATIDÃO

DE QUEM NÃO ESPERAVA

NEM DE ONDE TU VINHAS

VAI TOMAR NO TEU CÚ

 



Escrito por andlouro@uol.com.br às 17h51
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De nota em nota

                A música mudou demais. A tropa gospel canta a alheia, enquanto chuchu olímpico, agora surfista de trem,  não economiza pedal nem no . É pau na molecada e nos professô. na malandragem tem dedo de seta adoidado cada um cuida de Si, irmão desconhece irmão. fá não tem mais, agora é tiro porrada e bomba. E o Sol que alumiava sumiu. Agora é só escuridão e cada um com seu Mi mi mi que agora é vez de odiar Maranhão.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 18h28
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NOVOS HORIZONTES

           Arrojado, destemido, intolerante com o errado, disposto à mudanças, sensível ao direito do outro, preocupado com a condição do outro, zelador da justiça e da verdade, assim é o povo no mundo do meu sonho. Enquanto não se tarifa o sonho, visito meu mundo de sonho porque nele, nosso povo não se contenta com os mesmos e as mesmisses. No meu mundinho de sonho, os velhos pês (pmdb, psdb, pt, pr, psc, psb, dem, etc), dão lugar aos novos Pês (psol, rede, partido da mulher brasileira, etc). A revolução de verdade está dentro de cada um, na possibilidade da mudança, na aposta do novo, na ação pelo novo e sempre contra toda forma de injustiça.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h42
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RODA VIVA

Te perdôo.

 Por tudo perdôo.

 Erros, contradições;

Malícias, manipulações;

 Orgulho, ingratidão;

Te peço perdão.

Por existir e querer teu perdão;

Ser quem jamais serás;

Por pensar que se importa com meu falar;

Enfim,

Tolas palavras.

De cansado jogar.

Traições, trapacas;

Toda sorte de vícios,

Por fim.

És quem fui ou serei.

Resultado dos que foram antes de nós.

Triste inovar.

Desenganados enganos.

Também sou você.

Teus erros e acertos.

Aqui a roda é viva.

Então,

 Te perdôo.

E te peço perdão.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 17h11
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SOMOS DIFERENTES MAS VIVEMOS NO MESMO LUGAR

    Existem aqueles que se identificam com o semelhante e compreendem a necessidade de fazer valer o princípio da igualdade, não somente de direito, mas de fato. E lutam por isso. E lutar não significa odiar quem pensa diferente, nem impor ou convencer, mas expor e lembrar dos pilares em que se sustentam a sociedade qual acreditamos. Liberdade, Igualdade, Fraternidade, somente retórica. Hoje moram na demagogia dos discursos inflamados de uma gente violenta que não compreende as lições dos mestres. Recordar do exemplo de vida de Jesus Cristo para aqueles como eu, cristão e filiado a este primeira corrente é imperioso para definir o mundo que quero para mim e para o próximo.

                Existem aqueles que se identificam com outros paradigmas, os quais pouco compreendo. Para esses, as pessoas possuem rótulos e são divididas em categorias de maior ou menor importância. Aqueles – de primeira categoria, que talvez ungidos por um poder ou concessão divina, possuem prerrogativas e são detentores do uso e gozo de tudo e de todos. Uma pequena parcela cujo poder compra tudo e a todos. Para quem não existem distâncias que suas mãos, braços e pernas não alcancem. Daí existem os de segunda categoria – aqueles que intermediam ou fazem acontecer. Que propiciam que os braços e pernas dos primeiros cheguem e alcancem e estes tem direito a quase tudo. Depois aparecem os seres de terceira e quarta categoria que trabalham para que os seres de primeira e segunda categoria usem e gozem de tudo e de todos e estes, via de regra possuem direito ao básico para sobreviver. Alguns chamam de classe média trabalhadora, cujo sonho é a casa própria e o luxo o carro, se possível zero. Normalmente são estes que defendem o direito, com unhas e dentes, dos seres de primeira e segunda categoria permanecerem no Olimpo. Por fim existem os seres de quinta categoria para quem nem trabalho há. Vivem de sobras. Residem em palafitas à margem da sociedade. Ocupam as ruas vendendo habilidades de malabares, limpeza de vidro de carro, mendicância direta e afins, ocupam ainda os lixões de onde retiram suas vestes e alimento e sonham com o dia de poder morrer e ir para o céu onde Deus recebe a todos como iguais, onde o dinheiro não compra passaporte de entrada, tampouco sorrisos. Enfim sonham com o dia em que não mais serão invisíveis.

                E existem os que desistiram de lutar por qualquer coisa, pessoa ou sonho. Sobrevivem dia após dia o roteiro traçado sem preocupações ou culpas. Só vivem.

                Não espero te convencer de nada. Acho feio tentar convencer ou monopolizar a mente do outro, assim como em igual proporção acho importante dizer o que penso. Por vezes, o outro pode ter dúvidas do caminho a seguir ou pode pensar como eu e não saber pra onde ir. Se encontrar sozinho sem ter com quem falar e pode encontrar no meu caminho o seu porque viver em sociedade é morar num condomínio onde o direito de todos importa ou deveria importar a todos assim como o de cada um a cada um e a todos ao mesmo tempo. Mais do que tutelar uns aos outros me parece importante cuidar que todos sejam cuidados e que tudo seja cuidado. Que o mundo seja cuidado e que tenhamos cuidado com o mundo porque somos diferentes, mas vivemos no mesmo lugar.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 17h50
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