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MEU CADERNO


Despedida

 

Chuva cai sem parar

Rocio a lavar corações

Desatados florescem paixões

Que o bom da vida é amar

 

Viver de amar imbecil

Amor que passa nem vemos

Sentimento viril e ameno

Atordoa, amordaça, vadio.

 

Amor só de uma noite

Dias, semana, não mais

O sonho termina fugaz

 

Regozijo, pranto, aceite

Tudo outra vez findado

Triste amor fulminado

 

Puro deleite escrever

Garras unidas a esculpir

Tempo passa sem ver

Forte acabado a ruir

 

Embusteiros versos que dou

Enquanto provo do fel

Lábios e língua, tudo secou

Saudade... de todo mel

 

Tua flor, a mais saborosa

Provar da centelha divina

Agora nem és minha mina

 

Quando passa não vê

Desvio caminho e olhar

Enfim, pra sempre te amar

 



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h06
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Bela, Recatada, Do lar

Desde cedo, a mais bela
Recatada, Miss Paulínia
Num golpe casou-se Marcela
Do lar, a primeira dama Lavínia


Escrito por andlouro@uol.com.br às 16h55
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Belafornication

Essência bruta, Estrela nua

Formalismo concreto desnuda

Padrões e coisas rejeita

Faz vontade, não pensa

Conduz, me pula e deita

Que julguem, é densa

Somos e temos

Abstrato e concreto

Curtimos, nem vemos

Aqui papo reto

Revela não menos

Ama e cede à paixão

Sua sede é louca

Grita, goza e pede a mão

Retorce e urra voz rouca

Sensível, amável, viva, tesão

Vive o prazer e quer dar

Prazer por prazer

Amar por amar

Sem enrolar, sem clichês

De hipocrisia pau-mole

Que bate em Chico e beija Jabor

Ela é Rita que Lee, que vi e vivi.

Ovelha Negra você.

 



Escrito por andlouro@uol.com.br às 16h06
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Dolores

Doc, romântico incorrigível, do tipo que manda flores abre a porta do carro e tudo mais, gostava de dizer que era o cara de uma noite, uma semana, quem sabe. Depois disso não há amor. O amor não resiste à rotina. O arsenal cafajeste só não tinha antídoto contra o veneno de Dolores. Surgia e seu mundo ruía. Todos conceitos derrubados, qual faz a onda aos castelinhos de areia à beira mar. Ah Dolores, mulher cruel que o amava quando rejeitada. Então, se dedicava, seduzia até conseguir novamente atenção. Festejavam, gozavam aos montes e faziam planos para o futuro. E, desaparecia sem deixar bilhete. Doc retornava aos cigarros, uísques e as mulheres que realmente lhe amava e era amado, ainda que por uma noite.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h39
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HIPÓCRITAS

Bradam à verdade, à ética, à moral,

Opressores reclamam razão,

Vitória do bem contra o mal,

Rogam à Deus homens de reação.

 

Virtuoso não há se furtar,

Família a quem aclamar,

Árdua batalha contra o mal,

Despirá jamais de seu avental.

 

No compasso vai trabalhar,

Não lhe basta força à mão,

Aliar técnica em perfeição.

 

Régua e esquadro à mão,

Ângulo reto orienta as ações,

Instrumentos de vencer as paixões.

 

 

 

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2005.



Escrito por andlouro@uol.com.br às 15h50
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VELHAS ESTÓRIAS

Pequeno gafanhoto meditava ao norte das cordilheiras quando se deparou com um filhote de tigre faminto ao lado da mãe morta. Levou-o para a tribo, tendo sido aconselhado pelo Velho Mestre para cuidar e devolver ao habitat. Pequeno gafanhoto lhe deu nome de Golp cujo nome não tem tradução para o português. Golp é Golp. O filhote de tigre tomava tamanho e como não poderia ter um tigre na tribo, meditou, meditou e meditou 3 dias e concluiu que não existem tigres rosas. Então o pintou. E, muitos até se convenceram que sendo aquele belo animal cor de rosa, seria impossível que fosse um tigre. Ainda que garras de tigre tivesse, ainda que dentes de tigre tivesse, tamanho de tigre, ronco de tigre, fome de tigre, mas sendo rosa não era tigre. Outros não convencidos, tentavam, ainda que sem êxito, considerar que era um absurdo, primeiro que o jovem dicípulo havia se tornado grande mentiroso e enganado a todos, mas pricipalmente que os demais não enxergassem que mesmo pintado de rosa era um tigre e se tratava do pequeno Golp, agora crescido. Com a divisão da tribo, Pequeno gafanhoto foi chamado pelo Velho Mestre a se explicar e antes que desse continuidade em sua estória mirabolante, o ancião disse que meditasse por outros 3 dias sobre os acontecimentos em sua companhia. Ao fim do período de meditação e tendo confessado seu crime, seus desvios e tendo se mostrado arrependido, o Velho Mestre apenas disse que devolvesse o animal ao habitat natural com a devida adaptação. Ao retornar, ainda carregava a dúvida em relação aos que não acreditaram em sua história. OVelho Mestre calmamente e com leve meneio de cabeça esclareceu que mesmo rosa, ou pintado de qualquer outra cor ou cores, o tigre jamais havia deixado de ser tigre e que refletisse em relação aos outros, aos que se deixaram enganar pela comodidade de não ter que pensar com clareza na única explicação razoável. Por fim, insistiu seu Velho Mestre, esqueça de Golp. É um tigre e, doravante selvagem. Por isso, jamais o procure novamente. Tenha cuidado com Golp!



Escrito por andlouro@uol.com.br às 19h12
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